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E isso, é arte!

O tema do Met Gala 2026, o famoso evento curado por Anna Wintour no Metropolitan Museum of Art em ManhattanNY, foi Fashion is Art. A proposta deste ano foi explorar a moda como forma de arte, a relação entre corpo, roupa e expressão artística. Peças esculturais, conceituais e históricas.

E apesar da controvérsia de ter um evento dessa magnitude patrocinado pelo bilionário Jeff Bezos, fundador da Amazon, e claramente alguém fora do universo fashion, alguns convidados não decepcionaram no Red Carpet.

Eu escolhi alguns preferidos para ilustrar esse artigo. A beleza é subjetiva, assim como a percepção de cada indivíduo sobre uma obra de arte. O que pode ser considerado estranho para alguns, pode ser sublime para outros. Mas, em unanimidade, acredito que a relação que essas peças apresentaram com suas referências seja definitivamente um ponto a ser apreciado.

Entendedores de arte ou não, amantes da moda ou não, é impossível não se deslumbrar com a conexão que existe entre esses dois universos.

Madonna

Madonna, disparado, foi o nome que mais me impressionou. Que ela sabe servir visuais memoráveis não é novidade desde a década de 80, mas conseguir traduzir uma obra de forma tão magistral eu diria que foi, no mínimo, marcante.

Observação para o chapéu, obra do famoso chapeleiro Philip Treacy de 1997, que se harmonizou perfeitamente com o look criado por Anthony Vaccarello da Saint Laurent. Sua peça foi inspirada na obra A TENTAÇÃO DE SANTO ANTÔNIO. FRAGMENTO II, de Leonora Carrington. Deslumbrante.

Emma Chamberlain

Em seguida, preciso falar sobre Emma Chamberlain, com um vestido criado por Mugler, que foi literalmente pintado à mão em um trabalho de cerca de 40 horas. O vestido criava a impressão de tinta escorrendo pelas mangas. Simplesmente sensacional.

Foi inspirado na obra JARDIM EM ARLES, de Van Gogh.

Kendall Jenner

O efeito do vestido de Kendall Jenner poderia facilmente passar despercebido no Red Carpet do Met se não fosse pelo movimento de levantar a cauda dos dois lados simultaneamente e deixar visíveis as asas feitas em tecido ultrafino com efeito de drapeado molhado.

A peça foi desenvolvida por Zac Posen e inspirada na estética das esculturas clássicas gregas, especialmente a VITÓRIA DE SAMOTRÁCIA, uma estátua do século II a.C. que atualmente fica no Museu do Louvre.

Beyoncé

Beyoncé, uma das anfitriãs da noite, se inspirou em uma obra de Caroline Durieux, de 1944, chamada VISITOR, onde é retratada uma mulher esquelética com um vestido longo transparente.

O vestido da cantora foi idealizado por Olivier Rousteing, diretor criativo da Balmain, todo construído com cristais sobre um tule transparente que deixava o efeito anatômico quase como em uma escultura viva.

Anne Hathaway

Protagonista de O Diabo Veste Prada 2 e muito aguardada no Red CarpetAnne Hathaway desfilou um vestido de gala preto criado por Michael Kors em colaboração com o artista Peter McGough, que o pintou à mão.

A peça foi inspirada na poesia ODE A UMA URNA GREGA, de John Keats, e as ilustrações continham a arte de vasos gregos antigos, símbolos de paz, beleza e harmonia em conformidade com a estética greco-romana clássica.

Rachel Zegler

Rachel Zegler trouxe ao tapete vermelho a obra A EXECUÇÃO DE LADY JANE GREY, de Paul Delaroche, belissimamente representada por um vestido branco custom da Prabal Gurung, adornado por uma máscara/véu de seda transparente cobrindo os olhos. Sublime!

Yu-Chi Lyra

Outra obra de arte representada magistralmente foi uma releitura da VITÓRIA DE SAMOTRÁCIA — sim, a mesma estátua escolhida por Kendall, mas em uma interpretação totalmente diferente — incorporada à roupa.

Yu-Chi Lyra, atriz asiática, usou esse vestido branco escultórico que parecia uma estátua de mármore/gesso incorporada ao corpo. Uma verdadeira obra de arte do mestre Jean Paul Gaultier.

Sarah Paulson

E por último, gostaria de evidenciar Sarah Paulson, sempre muito antenada às questões políticas e ativistas.

Ela desfilou pelo Met com um vestido criado pelo ateliê Matières Fécales — que traduzido significa “Matérias Fecais” — da coleção The One Percent, e uma máscara nos olhos com a estampa de uma nota de um dólar.

Provocação? Crítica? Ou uma mensagem direta aos patronos da festa?

Sabe-se que muitas celebridades declinaram o convite para o evento explicitamente por serem contra o patrocinador, como Zendaya e Meryl Streep, ausências, sem dúvidas comentadas e lamentadas.

Sarah, ao meu ver, escolheu exatamente o oposto: marcar sua presença como convidada bem-vinda sem abrir mão de expressar seus posicionamentos.

E isso, é arte!

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